Continuidade da greve dos Correios é aprovada por funcionários em todo o Brasil.

Desde o início da paralisação, no dia 17 de agosto, uma série de assembleias virtuais foram realizadas pelos sindicatos.

Nesse sentido, trabalhadores optaram por manter a decisão como forma de seguir com os pedidos de manutenção das cláusulas do acordo coletivo da categoria.

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Continuidade da greve dos Correios foi decidida após declaração do STF

A decisão de manter a paralisação foi feita após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir que manteria a suspensão do acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios.

Essa definição ocorreu em julgamento no plenário virtual, que terminou na última sexta-feira, 21.

Correios reforçam efetivo para cumprir entregas

De acordo com reportagem da Agência Brasil, mais de 1,2 milhão de encomendas foram entregues no fim de semana.

Isso foi possível porque a empresa vem contando com o apoio de empregados da área administrativa e de veículos extras.

Segundo os Correios, os serviços de SEDEX e PAC continuam ativos, mas postagens com hora marcada ainda estão indisponíveis. Elas haviam sido suspensas ainda no início da pandemia.

Entenda a greve

Conforme já havíamos noticiado, no mês de agosto houve a revogação do Acordo Coletivo entre federação e direção dos Correios. 

Nesse sentido, segundo comunicado publicado no site da federação, “foram retiradas 70 cláusulas” do documento.

Teriam sido tirados direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio creche. 

Outros pontos de destaque seriam a retirada de direitos como auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, horas extras e pagamento de adicional noturno.

Mais um tema que entrou em evidência diz respeito à uma possível privatização dos Correios. Trabalhadores são contra, conforme comunicado de José Rivaldo da Silva, secretário geral da federação.

“O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”.

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