É possível comprar carro sem entrada? Vale a pena?

Pretende comprar carro sem entrada? Neste post explicamos como o processo funciona e como decidir se essa opção é para você!

Julyana Andrade
Julyana Andrade

Já passou pela sua cabeça comprar carro sem entrada? Pode parecer impossível, mas existem algumas alternativas para alcançar esse objetivo.

cena de Valente em que a princesa Merida acerta o alvo com uma flecha
Para comprar carro sem entrada, você deve conhecer as opções disponíveis.

O problema é que também há dificuldades. O que fazer? É preciso colocar os prós e os contras na ponta do lápis e definir o que é melhor para você.

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Para ajudar nessa empreitada, neste post apresentamos como financiar carro sem entrada e se vale a pena fazer esse procedimento. Confira os tópicos trabalhados:

  • Como funciona o financiamento sem entrada?
  • Quem pode fazer o financiamento de carro sem entrada?
  • Quais são as desvantagens de comprar carro sem entrada?
  • Afinal, vale a pena financiar carro sem entrada?

Vamos começar?

Como funciona o financiamento sem entrada?

O financiamento sem entrada é uma linha de crédito ofertada para a compra de carros, casas e pagamento de serviços, por exemplo, cursos universitários. Ele funciona de maneira igual ao financiamento comum. No entanto, existem algumas diferenças, como na cobrança de juros.

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Para ter acesso a ele, é preciso contar com o Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Quando você compra um carro sem entrada, deixa de oferecer esse valor como sinal para fechar o negócio.

É claro que, para concretizar a ideia, a instituição financeira deve oferecer essa possibilidade. Caso contrário, você deve pagar a entrada ou sai sem comprar o carro.

Outras possibilidades

Além do financiamento sem entrada, existem mais alternativas para comprar um carro dessa forma. As duas principais são as que apresentamos a seguir.

A primeira é o leasing sem entrada. Nessa modalidade, você paga parcelas mais baixas pelo automóvel, o que se torna um grande atrativo em comparação com o financiamento. Por outro lado, o cadastro na instituição financeira é burocrático. Você ainda se mantém preso até o fim do pagamento e, até lá, não é dono do veículo.

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Somente depois de quitar todas as prestações é que você tem a chance de comprá-lo, efetivamente. Outra opção é trocar por um modelo mais novo.

Já o consórcio é a segunda alternativa. Nesse modelo, você participa de um grupo e escolhe uma cota. Ela está atrelada a determinado modelo e marca de veículo, mas é possível escolher outro quando chegar a hora da aquisição. Basicamente, você paga as parcelas ao longo do tempo. Ainda participa de sorteios mensais, que definem quem tem direito à carta de crédito.

Esse é o documento que garante a compra do automóvel. Além do sorteio, você tem acesso a ele depois de quitar todas as parcelas ou ao fazer um lance. A parte ruim é que, até ter acesso à carta de crédito, você fica sem o carro. Ou seja, paga por um bem que não pode usufruir no momento.

Pelas explicações, fica claro que o financiamento sem entrada é a melhor opção, certo? Por isso, essa é a alternativa que continuaremos focando neste artigo.

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Quem pode fazer o financiamento de carro sem entrada?

mulher deitada sobre o capô de um carro com roupa de verão e óculos de verão, está tomando sol
Nem todo mundo pode comprar carro sem entrada. Para isso, é preciso cumprir algumas condições.

Toda linha de crédito exige uma análise da sua reputação financeira. A instituição verificará todas as suas informações para ver o risco que corre. A partir disso, libera ou recusa a compra do carro sem entrada.

Nesse processo, a análise de crédito é um pouco mais rigorosa. Por isso, são avaliadas as suas condições financeiras. Além disso, também é considerado:

  • nível de comprometimento da renda;
  • score de crédito nos órgãos de proteção, como Serasa Experian;
  • relacionamento com as instituições financeiras, que incluem o pagamento das contas no prazo.

Em relação ao score de crédito, existe uma pontuação a ser analisada. Você pode se enquadrar em 4 categorias:

  • até 399 pontos: apresenta risco alto de inadimplência. Por isso, dificilmente você vai comprar carro sem entrada;
  • entre 400 e 599 pontos: oferece médio risco de inadimplência. Ainda é pouco provável que você terá acesso ao financiamento sem entrada, mas já pode contratar cartões de crédito e outros serviços financeiros;
  • entre 600 e 799 pontos: indica baixo risco de inadimplência. É um nível considerado bom e que permite ter acesso a várias opções de financiamento;
  • mais de 800 pontos: sinaliza risco baixíssimo de inadimplência. É a melhor opção para conseguir a compra do carro sem entrada.

Para resumir, quem tem acesso a essa modalidade precisa cumprir três exigências:

  • ter nome limpo no mercado;
  • manter um score de crédito elevado;
  • apresentar renda compatível com a aquisição.

Quais são as desvantagens de comprar carro sem entrada?

É claro que os bancos podem oferecer a possibilidade de financiar carro sem entrada. Mas também é óbvio que existem contrapartidas.

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homem coloca a mão no rosto ao receber uma notícia negativa
Achou que tudo era um mar de flores? Não é bem assim. É importante avaliar as condições.

Elas consistem nas desvantagens de comprar um automóvel sem entrada. Veja as principais.

Taxas de juros maiores

No mercado financeiro, a regra é: quanto menor o valor da entrada, mais elevados são os juros cobrados. O motivo para essa decisão é o risco de inadimplência corrido pela instituição.

Quando você deixa de pagar a entrada, o banco entende que essa é uma operação mais perigosa. Por isso, cobra juros maiores para compensar possíveis perdas.

Isso acontece mesmo se você tiver um score alto. O que vai determinar é o seu perfil de consumo e relacionamento com as instituições financeiras.

Parcelas mais altas

Você terá que pagar o carro no mesmo prazo. Por isso, as parcelas são mais altas quando não há oferta de entrada. Além disso, a própria taxa de juros leva ao aumento dos valores mensais.

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Em outras palavras, a quantia financiada é mais alta e você precisa dar conta de quitar as prestações. Como resultado, o total pago também é maior devido aos juros compostos.

Na prática, o que acontece é o seguinte: a taxa de juros é aplicada sobre o valor total a cada mês. É a ideia do “juros sobre juros”.

Ainda existe o pagamento das despesas iniciais

Mesmo ao financiar um carro sem entrada, você terá outros custos iniciais. Afinal, não é só tirar da concessionária e sair andando.

Nesse processo, é preciso considerar várias despesas. Entre elas estão:

  • vistoria: garante que o veículo usado ou seminovo está em bom estado;
  • transferência: consiste em tirar do nome do vendedor e passar para o seu, o comprador;
  • emplacamento: é específico para veículos novos, a fim de regularizar conforme o Detran determina;
  • seguro: é fundamental para evitar problemas com possíveis imprevistos, como acidentes, intempéries etc.;
  • DPVAT: é o seguro obrigatório pelo governo federal. Deve ser pago todos os anos;
  • licenciamento: serve para regularizar o automóvel e fornecer o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). É pago anualmente;
  • IPVA: é o tributo específico dos carros e também tem quitação anual.

Afinal, vale a pena financiar carro sem entrada?

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Diante dos prós e dos contras de cada opção, responder a essa pergunta depende do que você prefere. Vários fatores devem ser considerados antes de tomar essa decisão.

Caso contrário, a chance de seu planejamento financeiro dar errado é grande. Para facilitar, listamos algumas dicas. Confira!

Analise seu orçamento pessoal

O pagamento de um carro pode levar até 5 anos. Por isso, é importante analisar as suas finanças pessoais no longo prazo.

Veja quanto você ganha hoje, quais são seus gastos ao longo do mês e quanto ficará com o pagamento das parcelas.

Avalie, ainda, se tem uma reserva de emergência e de quanto ela é. Ela é indispensável para garantir a quitação das prestações restantes e evitar a inadimplência.

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Lembre-se de que o custo não é só das parcelas

Ao comprar um carro, você deve pensar em todos os gastos que terá com o veículo. Mais do que as despesas iniciais, já citadas, também existirão outras. As principais são:

  • seguro: apesar de já citado, é bom reforçar, já que precisa ser renovado todos os anos. Seu valor muda de acordo com o ano e modelo do veículo, além de outros fatores, como idade do motorista principal, se é homem ou mulher, onde o carro ficará estacionado no dia a dia, os principais trajetos a serem feitos etc.;
  • manutenção: especialmente usados e seminovos precisam de melhorias na mecânica com certa frequência. Ainda que o automóvel seja bom e robusto, há o desgaste natural das peças. Sem contar que algumas práticas podem diminuir a vida útil do veículo, como o abastecimento em postos que usam gasolina batizada;
  • combustível: para andar com o carro, é preciso abastecê-lo. Com o aumento do preço dos combustíveis, fica mais caro sair de casa. Além do mais, é preciso considerar quantos quilômetros por litro são feitos pelo automóvel. Dessa maneira, você economiza mais. Avalie também a potência do motor e quantos cavalos ele tem, já que tudo isso interfere nos gastos.

Em resumo, todos esses itens encarecem o dia a dia de um automóvel. Ao comprar carro sem entrada, você tem que pagar todos esses valores e ainda as prestações mais altas. Tudo isso pode pesar no seu orçamento pessoal.

Compare as opções para ver qual é a mais vantajosa

Ao avaliar todos esses critérios, veja o que é melhor para você. Se for necessário, faça um orçamento de financiamento com e sem entrada, de um consórcio, de um leasing e do pagamento à vista do automóvel.

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Em todos os casos — exceto na modalidade à vista —, pergunte sobre o Custo Efetivo Total (CET) a ser pago. Ele traz a taxa de juros acrescida dos encargos. No consórcio, considera todas as taxas cobradas, já que não há cobrança de juros.

Essa é a melhor maneira de avaliar as opções, compará-las e decidir qual é a melhor para você.

homem está no banco do motorista de um carro branco e recebe algo, que parece uma chave, de uma mulher que está fora do veículo
A decisão sobre comprar carro sem entrada depende de vários fatores pessoais.

Conclusão

Com todas essas informações, você acha que vale a pena financiar carro sem entrada? Essa resposta depende diretamente da sua análise. De toda forma, lembre-se de o financiamento sem entrada pode, sim, valer a pena. Ela apenas exige um bom planejamento financeiro.

Antes mesmo de contratá-lo, é preciso garantir que os custos elevados não vão comprometer o seu orçamento mensal. Se você tiver esse cuidado, já pode optar por essa modalidade. Agora, se preferir pagar menos, tenha em mente que o melhor é oferecer uma entrada de, pelo menos, 30%. Contudo, a opção mais barata ainda é o pagamento à vista.

Desse modo, você já tem como decidir se quer comprar carro sem entrada. É só fazer as contas e ver as opções disponíveis. Então, que tal encontrar a melhor alternativa?

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