Finanças Pessoais, Planejamento Financeiro

Como juntar dinheiro para casar? Confira as melhores dicas!

Isabella Proença
Isabella Proença
como juntar dinheiro para casar
Se você quer saber como juntar dinheiro para casar, tenha em mente que é importante realizar um planejamento minucioso.

Como juntar dinheiro para casar? Confira as melhores dicas!

O casamento é um momento muito especial na vida de qualquer pessoa.

Entretanto, envolve um gasto muito alto que, muitas das vezes vai além do poder aquisitivo dos noivos.

Por esse motivo, saber como juntar dinheiro para casar é primordial.

Apesar de parecer um processo bastante complicado, a realidade mostra que não é bem assim. Com uma boa organização é possível iniciar a vida conjugal sem dívidas ou quaisquer tipo de problemas financeiros.

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Aprenda, então, as melhores formas de fazer um bom planejamento e realizar o sonho!

7 Dicas de como juntar dinheiro para casar

Veja, abaixo, 7 dicas de como guardar dinheiro para o casamento:

1 – Separe as contas fixas dos demais gastos

Despesas fixas são todas aquelas que precisam ser pagas todos os meses, como aluguel, energia, água, plano de saúde, condomínio e faculdade por exemplo.

Na hora de planejar esses gastos, leve em conta o valor que eles vão representar no seu orçamento. Para os demais gastos ou gastos extras, estipule um valor de teto máximo.

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Os demais gastos, são todos aqueles que não são fixos todos os meses e que podem ter os valores variados.

Como por exemplo, o que se gasta nos passeios de fim de semana ou em uma compra de roupa ou acessório.

2 – Utilize um aplicativo de controle financeiro

Essa dica pode ajudar muito, e atualmente é a forma mais prática de controlar as receitas e as despesas, principalmente para você que está planejando se casar.

Quando pensar em gastar, independentemente de onde esteja, consulte o app e veja se seus gastos estão dentro do seu planejamento, só então decida se deve ou não efetuar a compra e realizar mais um gasto.

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3 – Quite as dívidas pendentes

É normal você pagar por algo que já usou ou viveu, como itens pessoais ou uma viagem. E para quem pensa em se casar, isso não é algo positivo.

Para resolver essa situação, inicie mapeando todas as dívidas pendentes. Se um de vocês ou até mesmo os dois estiverem com os nomes negativados no SPC ou Serasa, é o momento de negociar as dívidas com os credores.

Mas antes de tomar qualquer decisão em relação a isso, fique atento aos juros.

Por exemplo, o cheque especial é a opção de crédito mais cara. Com uma taxa de aproximadamente 310% ao ano, pode se tornar o chamado efeito bola de neve.

Mas esse problema, apesar de complicado, tem solução. Basta você se organizar e separar um valor todo mês para quitar as dívidas.

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Após essa fase, comece a poupar dinheiro para o seu futuro casamento.

Mesmo se você e seu parceiro(a), não estiverem com restrições nos nomes ou não tiverem dívidas, o planejamento para o casamento continua da mesma maneira.

4 – Inicie um planejamento financeiro do casal

Após quitar os débitos mais caros, é o momento de começar a pensar na organização. Montar um orçamento é fundamental para que o casal consiga chegar ao objetivo.

Sendo assim, uma das primeiras coisas a ser definida é enumerar quais serão as despesas.

Como será a festa? Qual o preço dos serviços que serão contratados? Pretendem ter lua de mel?

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Para quem não tem ainda uma casa montada, é necessário levar em conta outras despesas.

Como a compra de eletrodomésticos e móveis, a caução do aluguel ou até mesmo o valor de entrada na casa própria.

Nesse sentido, após somar todos os valores, é possível saber o quanto será preciso juntar.

Em seguida, veja quanto tempo resta até o casamento. Se por acaso a data já tiver sido marcada, será uma corrida contra o tempo.

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Caso contrário, será preciso decidir quanto tempo será necessário para que possam guardar o suficiente.

Por exemplo, para quem vai se casar em 24 meses ou 2 anos, e o valor total necessário é de R$ 60 mil, será preciso poupar pelo menos R$ 2,5 mil por mês.

5 – Corte alguns gastos supérfluos

Quando o objetivo é encontrar formas de como juntar dinheiro para casar, alguns sacrifícios serão exigidos. Nesse contexto, é imprescindível pensar em formas de economizar para realizar o sonho do casamento.

Após listar todos os ganhos e gastos no papel, o passo seguinte é pensar o que pode ser retirado.

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Um bom exemplo, é diminuir o número de vezes em que vocês passeiam no final de semana.

Outros gastos desnecessários envolvem compras de liquidação ou a troca do automóvel nesse momento. Cortar certos gastos é a melhor forma de fazer o dinheiro sobrar, visando quitar todos os custos que o casamento apresenta.

6 – Esqueça a poupança e procure um investimento mais rentável

Quando se fala em guardar dinheiro, não só para fazer um casamento, mas de modo geral, as pessoas logo associam essa tarefa a abrir uma conta poupança.

Entretanto, essa não é a melhor opção de investimento.

Ao invés disso, é bem melhor aproveitar a oportunidade oferecida pelos juros compostos. Ao optar por bons investimentos, o seu dinheiro começa a render em taxas pré ou pós-fixadas.

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O CDB, o Tesouro Direto e até mesmo os Fundos de Investimento são algumas opções para ter a mesma segurança e uma rentabilidade muito melhor.

Com aportes mensais, o resultado se potencializa, afinal, quanto maior for o valor acumulado, o impacto dos juros compostos aumentará, e os ganhos também.

Na prática, o valor total desejado fica mais próximo. A recomendação é optar por uma alternativa de curto ou médio prazo, que ofereça um bom nível de proteção e um rendimento atraente.

Ao estabelecer o regaste conforme o período do casamento, você aproveitará o máximo rendimento e conseguirá acumular mais capital.

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7 – Evite cartão de crédito e cheque

A primeira dica de como juntar dinheiro para casar tem tudo a ver com as dívidas.

Além de eliminá-las logo no início, o ideal é que você não crie novos déficits ao longo do processo. Caso contrário, você terá feito um esforço de tolo.

Evite usar cartões de crédito, cheques e outras modalidades do tipo, para não cair em tentação.

A forma de pagamento à prestação, de início parece ser uma excelente saída no hora da compra, porém, logo passa a ser um problema.

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Além disso, o ideal é pagar o máximo possível das despesas do casamento à vista.

Dessa forma, você consegue melhorar bastante a margem de negociação, além de ser um jeito de impedir que a vida conjugal comece com faturas caras demais.

A ideia é que ambos mantenham a consistência e a disciplina. Com comportamentos adequados de economia, não é difícil evitar o uso desses recursos.

Juntar dinheiro para casar com sabedoria é a melhor forma de realizar o sonho do casamento.

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Nesse sentido, livre-se das dívidas após a celebração, assim vocês poderão aproveitar essa nova fase da vida da melhor maneira possível.

Onde aplicar o dinheiro que juntei para casar?

A aplicação do dinheiro com o intuito de fazê-lo crescer é tão importante quanto juntar o dinheiro para casar.

Não adianta muita coisa deixá-lo parado em casa, sem nenhum tipo de rendimento, assim você perde poder de compra. Então, invista com inteligência.

É primordial que o tipo de investimento escolhido tenha alta liquidez, ou seja, que você possa resgatar o dinheiro sem dificuldades.

De nada adianta a aplicação possuir alta rentabilidade, se, na hora que você precisar do dinheiro, não for possível resgatá-lo ou só conseguir fazê-lo reduzindo o valor do ativo.

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Sendo assim, é preciso escolher investimentos que tenham a data de vencimento ajustada com o prazo que você precisará iniciar o resgate dos recursos para pagar os fornecedores da cerimônia de casamento.

Geralmente o prazo é definido em função dos contratos de prestação de serviço junto aos fornecedores. O casal deve evitar correr riscos de variação de valores nos investimentos.

Pense que você precisará resgatar um valor toda vez que for pagar um fornecedor.

Nesse sentido, se a data de vencimento for longa ou a aplicação não possuir alta liquidez, você poderá perder dinheiro ao efetuar o resgate.

Por esse motivo, uma boa opção é o Tesouro Direto Selic. Esses títulos são os mais seguros para se investir e possuem um risco muito baixo, devido ao prazo máximo de dois anos.

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Vale ressaltar que, para se manterem organizados, é fundamental não misturar o dinheiro do casamento com as demais economias.

Caso contrário, vocês perderão o controle sobre o valor que já economizaram para a cerimônia e também sobre os valores que já foram gastos.

Dicas extras: como economizar no casamento

Casamento que começa no fim da tarde e segue até a madrugada, por mais bonito que seja, tende a ter um custo mais elevado.

Segundo o presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), Ricardo Dias, a economia no casamento deve “começar pela redução do número de convidados e na tentativa de negociar com os fornecedores, que estão mais abertos”.

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Quanto antes o planejamento da festa começar, mais barata ela tende a ficar.

Um ano é o tempo considerado ideal para pesquisar preços e, se possível, chegar na festa com tudo quitado.

De acordo com o coach financeiro Ricardo Melo, “começar a vida conjugal com dívidas é problemático não só para o bolso, mas para a relação do casal”. 

Ele diz ainda que o passo inicial para reduzir os custos em direção ao altar é alinhar as expectativas dos noivos para o grande dia, e programar o valor que se pretende gastar.

Vai ser uma festa badalada ou uma cerimônia mais intimista? Em um salão luxuoso ou na casa de amigos? “Essa é a parte mais difícil. Depois, planejar o orçamento é simples”, garante Melo.

Veja, a seguir, algumas dicas para deixar o casamento barato:

Inicie o planejamento financeiro calculando o número de convidados

Nem sempre a “lista dos sonhos” cabe no orçamento. Para começar, liste a família, os amigos mais próximos e os colegas de trabalho mais chegados.

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Divida essa lista entre as pessoas que não podem ficar de fora de forma alguma e as que podem não ser convidadas em caso de aperto no orçamento.

É como aconselha o professor de finanças Gilberto Braga, do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro).

“Saiba que é comum aproximadamente 20% dos convidados não comparecerem, por isso a lista pode ter uma gordurinha”, afirma Braga.

A partir dos convidados, é necessário definir o tamanho da festa e os tipos de serviços que serão contratados, para poder estimar os custos. 

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No mundo ideal, Braga recomenda investir o dinheiro do casamento em uma aplicação financeira com antecedência, para pagar as parcelas do custo da festa ou até mesmo os gastos à vista.

Porém, se você não tiver meios suficiente para chegar ao ponto de investir, procure fazer os pagamentos o quanto antes e, de preferência, à vista. 

Em muitos casos, você pode obter um desconto pagando antecipadamente superior ao retorno que você teria em uma aplicação financeira.

Não sendo possível pagar à vista, parcele os gastos de forma que eles fiquem dentro do seu orçamento mensal.

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Seja conservador com os gastos que envolvam decoração, bufê e bebida

Os itens que mais caros do orçamento da festa de casamento normalmente são decoração, bufê e bebida, mas é possível servir bem os convidados e poupar dinheiro com algumas dicas.

Como sugere a organizadora de eventos Flávia Nazar, plantas e flores compõem a decoração mais barata possível.

Se for apostar nelas, evite as datas próximas ao dia dos namorados e dia das mães, quando o preço das flores aumenta.

De preferência o local da festa deve ser novo ou reformado, sendo assim, não é necessário gastar muito com decoração.

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Em relação a comida, se não for uma exigência da casa de eventos a contratação de um bufê próprio, opte contratar um bufê por fora, normalmente é mais barato.

Servir apenas coquetel, ao invés de um jantar completo, também está em alta e sai bem mais em conta.

Flávia sugere montar uma ilha de pratos frios e servir somente uma porção de prato quente, enquanto os convidados circulam pela cerimônia. Menos mesas na festa também quer dizer economia.

Quanto às bebidas, servir espumante nacional é uma boa opção, devido os importados serem mais caros. O uísque também deixa a conta bem mais cara.

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Outra dica interessante é negociar o pagamento das bebidas alcoólicas por consignação, pagando somente o que for consumido após a festa.

Invista no convite e no site

O preço dos convites, conforme o papel e o calígrafo, pode variar bastante. É bom frisar que esse item identificará o estilo da festa.

E às vezes até mesmo o estilo das roupas dos convidados que se baseiam na elegância do convite, que pode ser mais formal ou mais moderno.

A sugestão de investir em um site é bastante válida.

Além de fazer os convidados entrarem no clima da festa, pode ter um papel muito importante, pelo fato de alguns deles permitirem aos noivos receber o valor dos presentes em espécie.

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Em alguns sites como o Casar.com e o iCasei, os noivos podem criar listas “falsas” e receberem o valor correspondente ao produto ou até mesmo ao item da viagem de lua de mel.

Pode ser que os noivos mais tradicionalistas não aprovem muito a ideia por ser muito moderna.

Todavia, muitos casais têm usado esse recurso para cobrir parte das despesas da festa e da lua de mel com os valores dos presentes.

Conclusão

Casar é como viver um sonho de “conto de fadas”. Isso quer dizer que muitos noivos não pensarão duas vezes antes de contratarem um tipo de serviço para que tudo aconteça da forma que sempre sonharam.

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Entretanto, essa “brincadeira” pode sair bem cara. A indústria do casamento não mede esforços para fazê-los gastarem mais do que deve, pelo simples fato de movimentar cerca de R$ 17 bilhões por ano.

Além disso, os gastos apresentam um crescimento anual médio de 10,4%.

Por esse motivo, é muito importante traçar um plano bem elaborado a fim de evitar que a vida a dois já comece com muitas dívidas.

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