Com a recessão causada pela pandemia do novo coronavírus em meados de março, muitos negócios e consequentemente, famílias brasileiras precisaram adaptar seu estilo de vida à uma nova realidade nunca vista neste século.. 

De um dia para o outro, milhões de brasileiros se viram sem emprego e sem qualquer tipo de alternativa para buscar algo que garantisse a tranquilidade financeira do lar. 

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Mesmo coisa válida para os negócios, principalmente os varejistas. Do dia para a noite, se viram sem qualquer tipo de faturamento e nenhuma previsão de retorno financeiro.

De acordo com o relatório divulgado na última quinta feira (25) pelo Banco Central, foi possível traçar um novo comportamento da economia doméstica no País durante esse pequeno período, envolvendo diretamente os novos hábitos de consumo relacionados à economia doméstica. 

E para entendermos um pouco melhor quais foram as novas medidas adotadas pela população brasileira durante esse período, e quais negócios acabaram se beneficiando com a situação, o iDinheiro analisou o conteúdo para você e pontua a partir de agora, os principais pontos relevantes deste estudo. 

A recessão total

Com o anúncio do isolamento social em 19 de março, o comércio de maneira geral teve uma queda abrupta. Brasileiros, muitos deles responsáveis pelo sustento familiar, se viram sem emprego e com isso, um novo padrão de comportamento precisou ser adotado. 

Indicadores da pesquisa mostraram um aumento no volume de utilização de pagamentos com cartões de crédito, assim como o crediário passou a ser um método “obrigatório” na vida dessas pessoas. 

Ainda de acordo com o relatório, o padrão de consumo das pessoas sofreu uma forte alteração, onde alguns setores passaram a se tornar essenciais.

Crescimento dos serviços durante a pandemia

Por conta da falta de estabilidade econômica, o consumo varejista foi praticamente deixado de lado, e substituído durante o meio de março até meados de abril, por itens exclusivamente essenciais. 

Dentro deste padrão, podemos considerar os serviços que não tiveram interrupções durante o período de pandemia, como:

  • Farmácias de manipulação;
  • Drogarias;
  • Supermercados.

O crescimento médio desses setores juntos, segundo o relatório, foi o de 8,5%.

Um ponto de reflexão do relatório, também foi o ponto de oscilação de combustíveis, outro serviço considerado essencial. Por conta do isolamento social, o setor sofreu fortes oscilações, conseguindo uma recuperação média de 5,3% na primeira quinzena de junho.

Declínio de atividades na pandemia

Em compensação, como previmos desde o início da pandemia, as famílias brasileiras abdicaram de maneira quase que total de produtos do comércio varejista considerado “supérfluos”.

Os registros apresentados pelo BC, mostram alguns nichos de mercado mais afetados do que outros. 

Por isso, os números que serão apresentados abaixo, foram analisados de acordo com o relatório em questão, com base na média da segunda quinzena de março à primeira quinzena de junho. 

  • Turismo e hotelaria nacional: -75%;
  • Vestuário: -70%;
  • Bares e restaurantes: -67,75%.
  • Serviços automotivos e autopeças: -33,82%.

Quais os insights podemos tirar desses relatórios?

Com os números apresentados pelo relatório extraordinário do Banco Central, podemos observar que praticamente todos os setores foram afetados de alguma maneira, e com isso, muitas famílias brasileiras precisaram definir novas prioridades para sua sobrevivência. 

De acordo com uma reportagem divulgada no fim de junho pelo portal Valor Investe, o brasileiro que ainda estava buscando recuperação da recessão relacionada ao período de 2015 a 2016 pode enfrentar grandes desafios a partir de agora: sejam eles os colaboradores diretos ou pequenos empreendedores. 

Desta forma, a retomada do comércio gradual com a flexibilização dos estados pode ser vista como um ponto positivo para impulsionar a economia, mas os fortes impactos que esse período praticamente total de retração não será possível de ser recuperado ainda em 2020. 

Portanto, as famílias brasileira de modo geral, precisarão continuar investindo em um novo padrão de comportamento para conseguirem manter seus compromissos e continuarem tendo um padrão de vida próximo do que tinham antes de março. 

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