Mesmo com a baixa da Selic histórica a cada reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), o retrato de dois momentos durante a pandemia do novo coronavírus é o do cheque especial direcionado à pessoas jurídicas cada vez maior.

Inclusive, consumidores dos principais bancos do País relataram que as taxas mensais variavam de 9% a 15%, com uma queda aproximada de apenas 3%. Enquanto isso, o cenário do mercado financeiro foi a redução da taxa básica de juros em mais de 30%.

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O levantamento do Capital Empreendedor, negócio especializado em indicação de crédito para pequenas empresas, informou que os pequenos empreendedores foram os mais afetados com a crise, por conta da falta de diminuição do dos juros.

Para o sócio fundador da Capital Empreendedor, Juliano Graff, os bancos não fazem questão de acompanhar a taxa de Selic, por mais que a recomendação seja essa. 

“Os bancos acabam preservando a rentabilidade com um spread muito maior, como se o Brasil já não sofresse o suficiente com essa taxa. A única maneira dos cinco principais bancos se posicionarem de forma diferente, é o aumento da concorrência”, analisou.

Cheque especial nas grandes instituições

Como forma de análise do cheque especial entre as principais instituições do País, levantamos alguns dados importantes de serem mencionados.

Banco do Brasil

O maior destaque dos juros do cheque especial para pequenos negócios fica à cargo do Banco do Brasil. Na primeira janela da taxa Selic (4,25% ao ano), as taxas aplicadas eram de 13,46%.

Na segunda, de 14,59%. Isso representa juros de 8% maior do que o ideal para o momento do mercado.

Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica, acabou fazendo o caminho inverso do BB. Aqui, a redução de juros foi aplicada, mas muito longe do esperado pelo Banco Central.

Neste caso o valor de 19,01%5 teve uma redução para 9,03% ano mês.

Bradesco e Santander

As instituições bancárias privadas do País também reduziram os juros de maneira bastante sensível. Sendo assim, o corte do juros de cheque especial foi o de aproximadamente 3%.

Febraban

Procurada pela editoria do G1, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se manifestou sobre o tema. 

“Mesmo com o aumento do risco nas operações de crédito, a expectativa do aumento de inadimplência já se refletiu na forte elevação dessas provisões. Desta maneira, os juros do cheque especial já reduziram, fazendo com que o spread bancário também recuasse”.

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