Certificações do mercado financeiro: conheça cada uma delas!

Quer trabalhar com investimentos ou ser um investidor capaz de viver de renda? Conheça as certificações do mercado financeiro que ajudam a alcançar esse objetivo!

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Melissa Nunes

Se você está está entrando no mundo dos investimentos, deve ter ouvido falar nas certificações do mercado financeiro. Apesar de não serem obrigatórias para certas atividades, consistem em uma grande facilidade para quem deseja se dar bem nessa área.

Na prática, com uma certificação você passa a ser um especialista e até pode começar uma nova profissão. Mas será que realmente vale a pena correr atrás dessas informações?

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Neste post vamos apresentar as principais certificações do mercado financeiro, para que servem e quando são necessárias. Depois, você decide o que é válido no seu caso. Vamos lá?

Quais são as certificações do mercado financeiro?

Para começar, vale a pena saber que as certificações do mercado financeiro são provas que garantem o seu conhecimento sobre o setor. Elas podem ser realizadas por qualquer pessoa, mas em alguns casos são obrigatórias.

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No Brasil, elas são mais voltadas aos profissionais ou a quem deseja atuar no ramo financeiro. No entanto, chamam cada vez mais a atenção dos investidores. Afinal, o conhecimento obtido com as certificações ajuda a tomar decisões certas, conhecer melhor o mercado e fazer análises mais precisas.

ANBIMA, APIMEC, CFA INSTITUTE, ANCORD e B3.
Instituições certificadoras do mercado financeiro

A seguir, você verá os principais títulos e para qual propósito cada um serve.

1. CPA-10 e CPA-20 (ANBIMA)

O que é?

As duas certificações são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A CPA-10 é recomendada para quem deseja vender e prospectar produtos de investimento para indicar aos interessados. Por sua vez, a CPA-20 tem a mesma finalidade, mas foca também na manutenção da carteira em alguns setores de alta renda.

Por isso, essas certificações do mercado financeiro são exigidas para alguns profissionais que atuam em plataformas de atendimento e agências bancárias.

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Qual a área de atuação?

Ambas provas são voltadas para profissionais que já atuam em instituições financeiras. A diferença entre elas é que a CPA-10 é mais simples, enquanto a CPA-20 envolve quem vende produtos no private banking, varejo de alta renda, investidores institucionais e corporate.

Quais os pré-requisitos?

Não existem. Qualquer pessoa pode se inscrever. Para passar na prova e obter essas certificações do mercado financeiro, é preciso acertar 70% das questões.

Como é a prova?

O teste é de múltipla escolha. O CPA-10 tem 50 perguntas e o CPA-20 tem 60, sendo que cada uma delas conta com quatro alternativas.

No CPA-10, o foco são as finanças em geral. A prova tem sete módulos e o prazo máximo para conclusão é de 2h.

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Já o CPA-20 tem perguntas sobre o mercado financeiro, mas com foco nas aplicações dos investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão investido. Assim, o conteúdo de ambas certificações é parecido, mas a CPA-20 traz mais questionamentos sobre fundos e outros produtos bancários. Por ter mais questões, o prazo da prova é de 2h30min.

Quanto custa?

O valor para fazer os testes depende se você tem vínculo com uma instituição associada à Anbima ou não. Além disso, existe o curso de atualização. Portanto, o custo fica da seguinte forma:

  • CPA-10: R$ 284 para associados e R$ 342 para não associados;
  • curso de atualização CPA-10: R$ 284 para associados e R$ 342 para não associados;
  • CPA-20: R$ 448 para associados e R$ 537 para não associados;
  • curso de atualização CPA-20: R$ 374 para associados e R$ 448 para não associados.

O pagamento pode ser feito por boleto bancário ou à vista no cartão de crédito. A inscrição é realizada pelo site da Anbima, onde você também encontra apostilas com todo o conteúdo das provas para estudar.

2. CEA (ANBIMA)

O que é?

A Certificação de Especialista em Investimentos também é da Anbima. O foco é mostrar quais profissionais são experts no assunto. A vantagem de fazer a CEA é que ela permite executar todas as atividades possibilitadas pelo CPA-10 e CPA-20. Além do mais, essa é uma das principais certificações do mercado financeiro.

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Qual a área de atuação?

A CEA está voltada para os assessores dos gerentes de contas de pessoas físicas. Assim, o profissional se torna habilitado para recomendar produtos de investimentos, exceto planos de previdência e poupança. Outro motivo que justifica a realização dessa prova é se tornar um investidor qualificado ou consultor financeiro autorizado pela CVM.

Quais os pré-requisitos?

Assim como nos CPAs, não existem pré-requisitos. Ou seja, qualquer pessoa pode fazer a certificação. Para obtê-la, é preciso acertar 70% ou mais das questões.

Como é a prova?

O foco dos assuntos é a especialização em ativos financeiros. Por isso, há mais perguntas relacionadas à matemática financeira e é possível usar uma calculadora HP 12C. A prova tem 70 questões, divididas em seis módulos, e o prazo máximo de duração é de 3h30min.

Quanto custa?

Como as anteriores, o custo da prova depende da associação do candidato à Anbima ou não.

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  • certificação: R$ 749 para associados e R$ 899 para não associados;
  • curso de atualização: R$ 396 para associados e R$ 476 para demais profissionais.

O curso de atualização precisa ser feito a cada 5 anos para os associados ou a cada 3 anos para quem não tem vínculo com instituições financeiras, como os consultores autônomos.

A inscrição está disponível na página específica da Anbima.

3. CNPI, CNPI-T e CNPI-P (APIMEC)

O que é?

As três siglas se referem ao Certificado Nacional do Profissional de Investimentos. Essa é uma certificação obrigatória para quem deseja atuar como analista de valores mobiliários.

A diferença entre as siglas corresponde a uma classificação feita pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). Veja o que caracteriza cada uma delas:

  • CNPI: é recomendado para formar o analista fundamentalista, que verifica o valor de um ativo a partir da análise da empresa;
  • CNPI-T: é indicado para quem deseja atuar como analista técnico, ou seja, aquele que utiliza os gráficos para identificar padrões e oportunidades de investimento;
  • CNPI-P: foca a formação do analista pleno, que combina as análises técnica e fundamentalista.

Qual a área de atuação?

O foco do CNPI é a atuação como analista de valores mobiliários. No entanto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também permite que os profissionais certificados possam elaborar relatórios de investimentos e se tornarem consultores financeiros.

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A partir dessa certificação do mercado financeiro, o profissional pode atuar em diferentes áreas. Elas são:

  • administração de recursos;
  • consultoria;
  • análise e pesquisa financeira;
  • investment banking;
  • administração de riquezas;
  • finanças corporativas;
  • relações com investidores;
  • vendas e operações nos mercados financeiro e de capitais.

Quais os pré-requisitos?

É preciso ter ensino superior completo. Caso você esteja cursando, pode fazer a prova, mas deve concluir em até 12 meses após fazer as provas, pois a comprovação é necessária somente no pedido de solicitação do CNPI.

Como é a prova?

A certificação abrange três tipos de exames (confira aqui os conteúdos de cada um). Seja qual for o certificado que você quer adquirir, é necessário conseguir a aprovação no exame Conteúdo Brasileiro (CB), que aborda:

  • Sistema Financeiro Nacional;
  • conceitos econômicos;
  • governança corporativa;
  • mercados de renda fixa e variável;
  • derivativos.

De acordo com a certificação buscada, ainda é preciso passar em:

  • Conteúdo Global 1, que trabalha análise de ações, relatórios financeiros, finanças corporativas e contabilidade financeira (CNPI);
  • Conteúdo Técnico 1, que traz questões sobre análise técnica, conceito de tendência, Teoria de Dow, figuras gráficas e mais (CNPI-T);
  • para adquirir a certificação plena (CNPI-P), é preciso a aprovação nos 3 exames.

Os exames duram até 2h e contam com 60 questões de múltipla escolha. O candidato pode levar a calculadora HP 12C, essencial para muitos dos cálculos das provas.

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Quanto custa?

O valor da certificação do mercado financeiro é definido da seguinte forma:

  • Conteúdo Brasileiro: R$ 457 para associados Apimec e R$ 610 para não associados;
  • Conteúdo Global 1: R$ 571 para associados Apimec e R$ 762 para não associados;
  • Conteúdo Técnico 1: R$ 571 para associados Apimec e R$ 762 para não associados;
  • Conteúdo de Reciclagem: R$ 375 para associados Apimec e R$ 500 para não associados;
  • Conteúdo de Reciclagem Pleno: R$ 382 para associados Apimec e R$ 510 para não associados.

A inscrição é feita pelo site da Apimec. Após a aprovação, o certificado tem duração de 5 anos e existem taxas anuais e trimestrais. Para o profissional certificado (não exerce a função de analista), o valor começa em R$ 360, em parcela única anual. Para os credenciados (exercem a função de analista), a taxa é de R$ 238, a ser paga trimestralmente.

4. AAI (ANCORD)

O que é?

Essa certificação do mercado financeiro é indicada para a atuação como agente autônomo de investimentos (AAI).

A prova é elaborada pela Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD) e os conhecimentos são exigidos especialmente por escritórios de investimento.

Qual a área de atuação?

agente autônomo de investimentos é o profissional focado no relacionamento com os clientes e ainda tira dúvidas sobre aplicações financeiras. Portanto, o AAI é semelhante ao gerente do banco. A diferença é que ele atua na corretora de valores ou escritório especializado ligado à uma instituição.

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Quais os pré-requisitos?

Não existem. Para ser aprovado, basta passar no exame com 70% ou mais de acertos e aproveitamento de, pelo menos, 50% nos temas I, III, VIII e XV da prova (confira aqui o conteúdo programático).

Como é a prova?

A prova contém 80 questões de múltipla escolha. O período máximo de duração é de 2h30min e ela pode ser feita online, diferentemente das certificações anteriores, que são todas presenciais.

Quanto custa?

A inscrição no exame da ANCORD custa R$ 460. O pagamento deve ser feito à vista. O boleto é gerado no site da associação. Após a aprovação, o agente autônomo credenciado precisa pagar taxa trimestral de R$ 634,63 para pessoa física e R$ 1.269,25 para pessoa jurídica.

5. PQO (B3)

O que é?

O Programa de Qualificação Operacional é uma certificação promovida pela B3, a bolsa de valores brasileira. O propósito é garantir o conhecimento dos profissionais que trabalham nesse ambiente. Além disso, é preciso colocar em prática um processo de atualização constante para elevar o padrão operacional.

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Apesar disso, o PQO não é obrigatório. Além do mais, a prova é aplicada pela ANCORD, mesmo sendo um exame elaborado pela B3.

Qual a área de atuação?

A certificação é indicada para quem trabalha na bolsa de valores. São trabalhadas várias áreas, como:

  • compliance;
  • operações;
  • risco;
  • back office;
  • comercial;
  • liquidação;
  • cadastro;
  • custódia.

Por isso, a escolha da área deve ocorrer de acordo com as atividades realizadas pelo profissional no seu dia a dia.

Quais os pré-requisitos?

Qualquer pessoa pode obter essa certificação do mercado financeira. Ainda que seja indicada para profissionais, outros interessados também estão aptos a fazer a prova. É preciso ter 60% de acertos.

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Como é a prova?

O exame conta com 60 questões de múltipla escolha e duração de 3 horas, podendo ser feita de forma online ou presencial.

Quanto custa?

O valor para realizar a prova é R$ 278 e a inscrição deve ser realizada pela página da ANCORD. A validade do certificado é de 5 anos, necessitando a renovação após o prazo.

6. CFP (PLANEJAR)

O que é?

O Certified Financial Planner é uma certificação internacional do mercado financeiro. A emissão do documento é feita pelo Certified Financial Planner Board of Standards, dos Estados Unidos. No Brasil, a prova é realizada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar). O exame é adaptado para o cenário do nosso país.

Ainda assim, ela não é obrigatória, exceto para profissionais que querem atuar no private banking em bancos cadastrados na Anbima. Para quem quer atuar como planejador, o CFP é um diferencial bastante interessante.

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Qual a área de atuação?

A certificação é indicada para planejadores financeiros, family offices, private bankers e gerentes de relacionamento de clientes de alta renda. Com ela, o profissional também pode se tornar um consultor autorizado CVM.

Quais os pré-requisitos?

O CFP é um dos exames mais exigentes. A certificação somente é emitida se você comprovar:

  • experiência de três anos em atividades financeiras para pessoas físicas ou de um ano, se tiver sido supervisionada;
  • concordar com o código de ética da Planejar;
  • formação em Ensino Superior, em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação.

Como é a prova?

O exame da certificação CFP tem uma duração longa: 7h5min. Por isso, é feito um intervalo de 1h30min. A prova conta com seis módulos:

  • gestão de ativos e investimentos;
  • planejamento financeiro e ética;
  • planejamento de aposentadoria;
  • gestão de riscos e seguros;
  • planejamento sucessório;
  • planejamento fiscal.

Para obter a certificação, é preciso acertar 70% da prova, ou seja, 98 questões, com 50% de aproveitamento em cada módulo. É importante esclarecer que a prova pode ser feita de duas formas:

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  • completa: abrange os seis módulos;
  • modular: permite escolher de um a cinco módulos (o prazo máximo para aprovação em todos é de 2 anos).

Quanto custa?

O exame completo do CFP custa R$ 1.430. Se optar por fazer a prova de apenas um módulo, o valor é de R$ 550. Para dois ou mais, o pagamento equivale a R$ 385 por módulo. Existe desconto de 10% para profissionais que atuam em instituições associadas à Planejar ou 15% para associados pessoa física.

O pagamento deve ser realizado por cartão de crédito em até cinco vezes ou à vista por boleto bancário. A inscrição deve ser feita pelo site da Planejar, de acordo com o calendário de exames. A renovação do CFP precisa ser feita a cada 2 anos e o associado para uma taxa anual de R$ 875.

7. CGA (ANBIMA)

O que é?

A Certificação de Gestores Anbima é recomendada para profissionais que trabalham com tomadas de decisão de investimentos. É o exame mais avançado na Anbima e, por isso, é também o mais valorizado.

Antes, a CGA consistia em uma certificação mais ampla. Em 2020, a Anbima anunciou sua reformulação a partir de 2021. Agora, ela é dividida da seguinte forma:

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  • Certificação de Gestores Anbima (CGA): está restrita aos profissionais que gerenciam fundos de renda fixa, multimercado, ações e cambiais. Apenas o nome foi mantido devido à relevância no mercado;
  • Certificação de Gestores Anbima para Fundos Estruturados (CGE): foca em profissionais para gerir fundos imobiliários (FII), de investimento em participações (FIP) e de investimento em direitos creditórios (FIDC);
  • Certificação Anbima de Fundamentos em Gestão (CFG): voltada para quem deseja se diferenciar no mercado e melhorar a carreira no setor de gestão de recursos.

Qual a área de atuação?

O foco da CGA é a atuação com fundos de investimento. Com a nova classificação, há a divisão de acordo com a classificação do ativo. Além disso, os profissionais ainda podem trabalhar em outros segmentos de mercado, como:

  • empresas que utilizam o Código de Certificação Anbima;
  • organizações financeiras em geral;
  • autarquias ou órgãos públicos.

Quais os pré-requisitos?

Com a nova designação, o exame do CFG se torna um pré-requisito para a certificação no CGA e no CGE. Se não tiver essa comprovação, é possível ter a aprovação em:

  • Chartered Financial Analyst (CFA);
  • Chartered Alternative Investment Analyst (CAIA).

Para o CFG, é preciso ter apenas a aprovação no exame.

Como é a prova?

As provas do CFG contam com 60 questões e têm um prazo de 3h. É preciso ter 70% de acertos. Para CGE e CGA são 45 questões, que devem ser feitas em, no máximo, 2h30min. O mínimo para aprovação é de 70%.

Quanto custa?

A inscrição para CGE e CGA custam R$ 573 para profissionais atrelados a uma instituição registrada na Anbima. Para os demais, o valor é R$ 688.

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Para fazer os exames da CFG, o custo é de R$ 500 para associados e R$ 600 para os demais. A inscrição deve ser realizada no site da Anbima, nas páginas específicas do CGA, CGE e CFG. Nenhuma delas possui taxas de anuidade.

8. CFA (CFA Institute)

O que é?

A Chartered Financial Analyst é uma certificação internacional do mercado financeiro indicada para qualquer pessoa que deseja se tornar analista. Inclusive, é a principal do mercado. Apesar disso, não é obrigatória. A grande vantagem em fazê-la é sua equivalência a um título de pós-graduação não acadêmico no setor financeiro. Por ser internacional, a certificação permite atuar em mercados de outros países.

Qual a área de atuação?

A CFA é indicada para pessoas que desejam atuar em:

  • gestão de investimentos;
  • gerenciamento de riscos;
  • seguros;
  • previdência complementar;
  • planejamento financeiro, sucessório e fiscal.

Com isso, o profissional pode atuar em instituições financeiras, de forma autônoma ou em seguradoras. Ainda se torna possível ser um consultor de investimentos.

Quais os pré-requisitos?

Para fazer a certificação, é necessário cumprir um dos seguintes critérios:

  • ter diploma de bacharelado;
  • estar no último ano do bacharelado no momento da inscrição;
  • ter quatro anos de experiência profissional;
  • combinar experiência profissional e graduação que totalize quatro anos.

Além disso, é preciso ter inglês fluente, já que a prova é aplicada nesse idioma.

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Como é a prova?

O exame está separado em três níveis diferentes:

  • I: conhecimento e compreensão de ferramentas e conceitos básicos sobre análise de investimentos;
  • II: análise e aplicação da avaliação de ativos. O foco é a contabilidade;
  • III: gestão de carteiras e ativos.

As provas são realizadas em inglês e o último nível tem questões discursivas. Ainda é preciso conhecer os padrões de contabilidade dos Estados Unidos, por exemplo, o IFRS e o US GAAP.

A certificação só é obtida com a aprovação em todos os níveis, por ordem. Cada exame tem uma duração de 6h. Para passar, é preciso obter 43% de acertos no nível I, 45% no nível II e 56% no nível III.

Quanto custa?

A inscrição exige o pagamento de uma taxa de US$ 450 na primeira aplicação para o nível I. Ainda há uma cobrança de 25 dólares, se houver reagendamento da data do exame. Você pode obter mais informações no site do CFA Institute.

Quando é necessário fazer uma certificação do mercado financeiro?

Como você pôde perceber, nem sempre é necessário obter a certificação. Mas existem alguns casos em que ela é obrigatória. As seguintes funções se enquadram nesse conceito:

  • analista de valores mobiliários e profissional para fazer indicações públicas (CNPI);
  • agente autônomo (AAI);
  • consultor da CVM (experiência na área ou alguma certificação, como CEA, CGA, CNPI, CFA, CFP);
  • planejadores financeiros do segmento de private banking (CFP);
  • gestor de fundos de investimento (CGA, CGE e CFG);
  • profissionais que atuam na venda de produtos de investimentos (CPA-10 e CPA-20);
  • profissionais de análise e emissão de relatórios (CNPI).
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Dica

Para quem quer ser educador financeiro, não há exigência de certificação (desde que o educador respeite os limites acima especificados), mas existem empresas que qualificam e preparam esses profissionais para lidar melhor com o público e desenvolver uma metodologia de trabalho eficiente. Quem opta por se desafiar e fazer uma certificação tem mais autoridade e confere mais confiança, já que pode comprovar seus conhecimentos na área financeira.

O que é educação financeira? Entenda e domine suas finanças!

Conclusão: vale a pena fazer uma certificação do mercado financeiro?

Se você pretende trabalhar no mercado financeiro ou ser um investidor capaz de viver de renda, sim, a certificação pode valer a pena. Ela comprova o seu conhecimento sobre o assunto e também traz estudos mais aprofundados. Como resultado, você tem a chance obter mais informações e atuar de maneira mais precisa no mercado. De quebra, ainda pode conseguir uma vaga em um banco ou corretora de valores.

Em resumo, há a oportunidade de mudar de profissão, consolidar sua carreira e contribuir com mais informações sobre educação financeira. Nesses casos, as certificações do mercado financeiro são boas ideia, mesmo que seu custo seja alto. Afinal, seu currículo agrega valor, conhecimento e qualidade.

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