Depois da turbulência inicial causada pela pandemia do coronavírus, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar sobre seu programa de reformas tributárias e trabalhistas, voltando a defender a ideia da capitalização da aposentadoria.

Isso significa, basicamente, que todo o trabalhador passaria a ser responsável em poupar dinheiro para a aposentadoria, sem depender do auxílio do Governo e nem do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS).

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Segundo Guedes, esse é mais um dos planos que deverão ser levados ao congresso como parte da nova reforma da Previdência. Além disso, a criação de um imposto sobre transações digitais também passariam a ser implantadas, nos mesmo formatos da extinta CPMF.

Na avaliação do ministro, os programas sociais do governo precisam ser realmente destinados a garantirem a renda e sobrevivência da classe mais pobre da população brasileira. Pensando nisso, a defesa do governo pela unificação do Bolsa Família com outros programas é bastante real, fazendo com que passe a se tornar o Renda Brasil. 

Quem tiver direito ao Renda Brasil, automaticamente precisará fazer cursos de capacitação para reforçar o ensino fundamental. Com isso, o ensino técnico e aulas de matemática e português deverão ser ministradas. 

Impostos digitais

Além da capitalização da aposentadoria, Guedes acredita que a contratação de mais pessoas para reaquecer o mercado de trabalho vai depender da extinção da contribuição previdenciária patronal em 20% sobre a folha de salários.

De acordo com a apresentação do plano, a ideia da equipe econômica é a de substituir a contribuição pelo imposto de transações digitais.

Na prática, ele funcionaria de maneira bastante similar à antiga CPMF (imposto sobre o uso do cheque), embora os representantes do governo rejeitem essa comparação. 

Porém, as alíquotas ainda não foram divulgadas, nem o tempo específico sobre a implantação desta nova metodologia de trabalho