O New Development Bank (NDB) — também chamado de Banco do Brics — aprovou um empréstimo de 1 bilhão de dólares ao Brasil. O dinheiro, em cotação da última segunda (20), chega a R$ 5,3 bilhões. O valor será utilizado para pagar o auxílio emergencial do governo federal.

O montante é apenas um dos financiamentos contratados pelo Brasil. Também há ações com outros 5 bancos multilaterais e agências de desenvolvimento internacionais. No total, o valor recebido é de 4 bilhões de dólares.

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Segundo o presidente do Banco do Brics e atual secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, “a operação marca importante conquista do governo brasileiro e do NDB na colaboração com outros bancos multilaterais e agências de desenvolvimento, que uniram esforços para combater a COVID-19 no País”.

Nova situação com o empréstimo

O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O NDB já havia concedido empréstimos para os últimos 3 países. O primeiro, por sua vez, é o que menos acessa os recursos do Banco.

Com o aporte, o total de projetos brasileiros aprovados pelo NDB atinge o total de 2,55 bilhões de dólares. A participação do País sai de 8% e alcança 13%. Ainda existem outros 7 medidas em análise, com potencial de 2 bilhões de dólares até o final de 2020.

Pronampe

Além dos recursos destinados ao auxílio emergencial, o governo federal também implementou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Do total dos recursos oferecidos, R$ 15,9 bilhões são derivados do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e já estão esgotados.

Até aqui, já foram realizadas 178,4 mil operações. No total, foram injetados R$ 15,4 bilhões na economia, segundo o relatório do programa. O Senado ainda aprovou a liberação de mais R$ 12 bilhões.

Somente para microempresas, foram realizadas 92.338 operações. O valor médio é de R$ 47 mil, mas o total chegou a R$ 4,339 bilhões. Para os pequenos negócios, foram 86.110 operações, com valor médio de 128 mil e total de R$ 11,039 bilhões.

A contemplação foi de 51,7% para microempresas e 48,3% para as pequenas. Apesar desse equilíbrio, o total repassado foi maior para as segundas, que ficaram com 71,8% do montante de recursos. Um dos motivos é que os pequenos negócios têm maior porte e mais recursos. Portanto, há menos riscos na operação.

No entanto, a oferta para microempresas abrangeria um número maior de pessoas. Segundo a pesquisa Pulso Empresa: impacto da COVID-19 nas empresas, do IBGE, 1,3 milhão de negócios encerraram suas atividades de forma temporária ou definitiva na primeira quinzena de junho. 

Dos fatores que levaram a esse resultado, 39,4% apontaram a pandemia. Apesar disso, apenas 13% dos entrevistados conseguiram crédito para pagar salários, o que evidencia um gargalo na oferta de empréstimos.

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