Brasil concentra cerca de 50,5% dos negócios de fintechs na América Latina

Segundo estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o Brasil concentra cerca de 50,5% dos negócios de fintechs na América Latina.

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Lilian Calmon

O Brasil concentra cerca de 50,5% dos negócios de fintechs na América Latina, mostrou o estudo publicado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), o “banco central mundial”, em novembro. O número engloba investimentos, negociações e financiamentos nesse mercado.

Entre 2015 e 2018, o mercado nacional de fintechs movimentou um total de quase US$ 2,5 bilhões em acordos de investimento e outras negociações com startups financeiras. Para comparação, a Colômbia ficou em segundo lugar com pouco mais de US$ 1 bilhão no período.

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Com informações do Olhar Digital.

Negócios de fintechs na América Latina: Brasil também lidera o número de negócios firmados

O Brasil também lidera o número de negócios firmados nesse mercado. Em quatro anos, foram 222 acordos. O México, na segunda posição, teve 100 negociações. 

Além disso, o crédito total teve grande crescimento, especialmente a partir de 2017. O valor mais que dobrou desde então. “Entre 2017 e 2019, o investimento em fintechs cresceu mais de 100%, enquanto o número de acordos aumentou 28%”, mostrou o estudo.

Modelo desburocratizado, aliado a taxas menores e facilidade de crédito, atrai mais pessoas 

No país, o modelo desburocratizado, aliado a taxas menores e facilidade de crédito, atraiu mais pessoas para a adoção de instituições financeiras digitais em um curto espaço de tempo.

O relatório revelou que, em 2019, 64% dos brasileiros usaram serviços de pelo menos uma fintech, mesmo número da média mundial.

Embora a América Latina seja uma região com carências estruturais em termos econômicos e de financiamento de mercados em desenvolvimento, é também uma região com o costume de adotar novas tecnologias com grande facilidade.

Então, como mais da metade da população desses países não tem acesso a serviços financeiros e como as fintechs oferecem custos mais baixos e maior eficiência, elas acabam por avançar rapidamente na região.

Aproveite e leia também “‘Banco central mundial’ pretende lançar moeda digital própria; saiba mais”.

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