Bolsonaro nega, mais uma vez, aumento de impostos

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou, mais uma vez, o aumento da carga de impostos no Brasil.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou, mais uma vez, o aumento da carga de impostos no Brasil. A declaração foi dada na noite da última quarta-feira, 28.

Apesar da negativa, Bolsonaro não descarta a possibilidade de substituir impostos, como cogita o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Continua após a publicidade

“Não tem aumento de imposto e ponto final. Queriam criar o imposto digital parecido com CPMF. Queriam, sim, teve essa proposta lá. Eu falei: ‘tudo bem, quer criar isso aqui e quantos você quer revogar? Se eu me convencer a gente apresenta à opinião pública. Cria, recria o imposto digital de 0,2% ou 0,15%, e perde isso aqui. O que você acha que é melhor?’”, disse Bolsonaro, em fala registrada por um site de apoiadores dele.

Bolsonaro estava se referindo ao novo “imposto digital” que o ministro Guedes deseja implementar. Apesar disso, até o momento, a equipe econômica não apresentou estudo que demonstre como essa substituição funcionaria na prática sem provocar aumento da carga tributária.

Como seria o aumento da carga de impostos?

Também conhecido como “nova CPMF”, o “imposto digital” é uma proposta do Ministério da Economia do governo Bolsonaro de uma nova tributação de 0,4% sobre todas as transações financeiras – taxando, assim, saques, compras, pagamentos de boletos e operações digitais. A incidência seria de 0,2% para quem paga e 0,2% para quem recebe.

Ainda não há propostas concretas sobre tributações sobre as chamadas transações internas – como transferências entre a mesma titularidade, operações entre um mesmo banco ou movimentação de conta corrente para investimentos.

O “imposto digital” está sendo chamado de “nova CPMF” por suas semelhanças com o imposto que vigorou no Brasil entre 1997 e 2007, que taxava grande parte das movimentações financeiras.

A expectativa de alguns analistas é que o novo tributo seja ainda mais abrangente que a antiga CPMF.

O presidente Bolsonaro, por sua vez, ainda não bateu o martelo sobre o assunto. Não é a primeira vez que ele rechaça a criação de um novo imposto desde que haja o fim de outro como compensação. Em outros momentos, foi incisivo em negar qualquer nova tributação.

A pauta fará parte das discussões da Reforma Tributária, que tramita no Congresso Nacional.

Gostou deste conteúdo? Então, assine nossa newsletter para receber, em primeira mão, conteúdos sobre benefícios sociais.

Continua após a Publicidade

Comunidade iDinheiro
Pergunte à comunidade ➔
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo iDinheiro

Newsletter iDinheiro: receba novidades sobre o que importa para o seu dinheiro.

    Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.