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Para investidor, momento atual do mercado é semelhante à bolha da internet

Heloísa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos
códigos em verde, representando bolha da internet

Incerteza, especulação e uma disposição maior de assumir riscos diante de um cenário de baixas […]

Incerteza, especulação e uma disposição maior de assumir riscos diante de um cenário de baixas rentabilidades. Essas são características do mercado atual e que também estavam em alta no período conhecido como bolha da internet.

Para o investidor da Benchmark Bill Gurley, o mercado vive hoje um momento parecido com o que vivia no surgimento das empresas da internet, que tiveram altas surpreendentes seguidas de uma grande queda. 

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A tendência é sentida internacionalmente. Nos Estados Unidos, o mercado tem ido para novas máximas desde março. 

Com informações da Exame.

O que foi a bolha da internet?

Também conhecido como bolha das empresas ponto com, esse foi um momento em que houve forte especulação com alta das ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação.

A bolha da internet ocorreu entre 1994 e 2000, tendo seu maior pico em 10 de março de 2000, quando o índice da bolsa eletrônica de Nova Iorque, a Nasdaq, chegou a alcançar mais de 5.000 pontos. 

Após isso, a especulação despencou, levando muitas empresas da internet a venda, fusão, redução ou falência ainda no início de 2001.

Por que momentos são semelhantes?

Bill Gurley apontou em entrevista à BBC na última sexta-feira, 2, características em comum entre o momento atual e o fim dos anos 1990.

“Há certamente o que eu chamaria de um caráter altamente especulativo para os mercados hoje, uma disposição para assumir riscos, uma disposição para se entusiasmar com projetos que podem ocorrer daqui a cinco ou dez anos, que não víamos desde o período de 1999”, afirmou.

Como exemplo disso, o banco britânico Barclays declarou no mês passado picos de 2.000 pontos, chegando a rebaixar o setor FANMAG (Facebook, Amazon, Netflix, Microsoft, Apple e Alphabet / Google).

E a bolha pode estourar. Há algumas semanas, o mercado se viu em meio a uma venda das ações dessas companhias, que chegaram a perder mais de 2,7 trilhões de dólares em valor de mercado no início de setembro.

E no Brasil?

Para o gestor e chefe de investimentos da NCH Capital, James Gulbrandsen, o mercado local não irá passar imune à derrocada do cenário externo e deve ter perdas de 10% a 20%.

Em entrevista a Exame, ele afirmou que esse momento é apenas “o começo da tempestade”. 

“Havia uma nova revolução industrial com a criação da internet. [Hoje], não tem uma nova revolução de tecnologia acontecendo. O que tem é a dinâmica de como funciona a estrutura do mercado de large cap e o fluxo do mercado de ETFs”, disse ao veículo.

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