O Banco Central divulgou nesta segunda (20) o Boletim Focus com boas notícias para o Produto Interno Bruto (PIB). O indicador que mede a soma das riquezas produzidas no Brasil sinalizou uma retração de 5,95%. Na versão do relatório publicada na semana anterior, o resultado apresentava uma queda de 6,1%.

A melhoria não é relativa apenas à última semana. Um mês atrás, o indicador mostrava uma queda de 6,5%. Para 2021, a projeção atual sinalizam uma estimativa de crescimento de 3,5%. Em 2022 e 2023, a perspectiva é uma alta de 2,5%.

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Apesar do mercado sinalizar esse resultado, o Ministério da Economia manteve a projeção de retração de 4,7%, com uma alta de 3,2% em 2021. Esses dados foram publicados no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica, também divulgados hoje (20).

Segundo a equipe econômica, a perspectiva ficou igual porque existe um “efeito positivo das políticas adotadas até então”. A referência são as iniciativas implementadas devido à pandemia do novo coronavírus.

IPCA e Selic no Boletim Focus

O Boletim Focus também trouxe informações sobre a inflação e a taxa básica de juros da economia. Para a primeira variável, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fi projetado em 1,72%.

Até quatro semanas atrás, estava em 1,61% no final de 2020. Ambos os resultados estão abaixo do centro da meta, que está fixado em 4%. A margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual.

Para 2021, as expectativas de inflação se mantêm iguais. Os analistas acreditam que o IPCA deverá ficar em 3%. A meta da inflação para o ano seguinte é de 3,75%.

Em relação à Selic, taxa básica de juros da economia, a expectativa do mercado é que haja um novo corte na reunião a ser realizada entre 4 e 5 de agosto de 2020. A expectativa é que seja diminuído 0,25 ponto percentual, o que fará o indexador fechar o ano em 2%.

Há quatro semanas, os cinco maiores acertos do Boletim Focus — chamado de TOP-5 — colocavam a Selic em 1,75%. Agora, a previsão desse grupo também é de 2%.

Para 2021, a perspectiva da Selic é de 3%, sendo que em 2022 deverá ser de 5% e em 2023 de 6%.

Câmbio

O relatório também apresentou indicações referentes ao dólar. Com o real em nível de desvalorização máximo, essa informação é relevante, já que boa parte dos produtos acabados e matérias-primas no Brasil são importados. Portanto, o câmbio afeta diretamente o comércio e a indústria.

Segundo o Boletim Focus, a aposta é de R$ 5,20. O resultado é igual ao das últimas 5 semanas. Em 2019, o câmbio havia encerrado em R$ 4,0195. O maior período de oscilação começou logo depois do Carnaval, com o início da pandemia. Em maio, chegou a ficar próximo de R$ 6.

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