Investir em Bitcoin é seguro? Veja os riscos!

Entenda como funciona o Bitcoin e quais são os riscos desse investimento.

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Melissa Nunes

Com o aumento da popularidade das criptomoedas nos últimos anos, muitos investidores têm curiosidade de entender mais este segmento. Porém, por ainda ser pouco explorado, muitas dúvidas também costumam aparecer.

Se esse é o seu caso, e, sendo o Bitcoin a moeda virtual mais famosa até hoje, provavelmente você se pergunta se investir em Bitcoin é seguro. Esse é um questionamento válido, pois é comum que assuntos que envolvam dinheiro sejam tratados com mais cuidado.

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É interessante saber que essa criptomoeda é um dos melhores investimentos de 2021, segundo o ranking da Parfin. O estudo verificou que a alta no ano chega a 116%, entre 1º de janeiro a 20 de outubro. Mas é claro que este não é o único aspecto a ser considerado quando falamos em investimentos.

A questão é: realmente vale a pena investir em Bitcoin, quando se analisa a segurança? Descubra mais informações neste post.

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O Bitcoin é seguro?

Para saber se investir em Bitcoin é seguro, é preciso analisar algumas variáveis. Basicamente, entender seu funcionamento.

Essa é a primeira criptomoeda lançada do mundo e até hoje é a mais famosa. Lançado em 2008, esse ativo registrou uma alta de 303% em 2020, passando a valer de 7.300 dólares para 29.433 dólares.

O Bitcoin foi inventado por Satoshi Nakamoto, pessoa que até hoje não sabemos se é real ou se trata de um psedônimo. Sua característica principal é ser uma moeda descentralizada, ou seja, não há controle de nenhum tipo de banco sobre ela. Portanto, o Bitcoin é regulado pelo próprio mercado.

Esse é um dos fatores que gera dúvidas sobre sua segurança. Afinal, não existe vinculação a nenhuma economia estatal ou empresa.

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Ao mesmo tempo, isso faz com que sua cotação dependa diretamente de oferta e demanda. Essa característica é importante, pois tanto aumenta as chances de ganho como as de perda, já que isso está ligado à volatilidade da moeda.

A segurança, em si, depende da própria tecnologia utilizada e dos recursos de proteção aos dados implementados. Nesse quesito, é preciso avaliar dois fatores: a blockchain e a criptografia.

Tecnologia blockchain

A blockchain é uma cadeia de blocos de informação. Cada uma delas tem uma função matemática que garante sua criptografia, ou seja, sua proteção. Esse elemento é denominado hash. A partir dele, cada elo da blockchain se transforma em um conjuntos de letras e números, que identificam a operação e a tornam única.

Ao se unirem, esses elos formam a cadeia de blocos, isto é, a blockchain. Nesse contexto, a segurança fica na criptografia de cada elemento — vamos explicar melhor em seguida.

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Na prática, para que as informações da corrente sejam acessadas, é preciso decifrar a criptografia do bloco e de todos os elos anteriores.

Esse sistema complexo faz com que os hackers não consigam fraudar as transações. Pelo menos, nenhum atingiu esse feito até agora.

Existem falhas nesse sistema? Sim, mas elas estiveram relacionadas às carteiras digitais, que são serviços separados da criptomoeda. Portanto, o problema estava no local de armazenamento. Por isso, é importante escolher um lugar bastante confiável para guardar seus Bitcoins.

Criptografia

Essa tecnologia consiste em um sistema de códigos utilizado para a proteção das informações e da identidade do usuário. Na verdade, ela está longe de ser uma ferramenta utilizada somente para o Bitcoin. Hoje, a criptografia existe em quase todos os serviços digitais que exigem segurança dos dados. Por exemplo:

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  • aplicativos bancários e internet banking;
  • streamings;
  • lojas virtuais;
  • certificado digital.

Para o Bitcoin, a criptografia garante uma chave privada, isto é, uma informação secreta. Ela é válida para apenas uma carteira da criptomoeda.

Por meio dessa chave, o usuário assina suas operações. Assim, há uma comprovação de que realmente é o titular da carteira que fez o movimento de compra ou venda.

Portanto, não existe nada muito inovador em saber como investir em Bitcoin. A diferença é que a transação é realmente bastante segura. Ainda assim, existem outras variáveis a analisar antes de decidir pela alocação do seu dinheiro.

Como funciona o investimento em Bitcoin?

A alocação de dinheiro em Bitcoin é semelhante ao modelo tradicional. Contudo, existem diferenças significativas e que você precisa entender.

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Para começar, o objetivo é diferente daquele alcançado quando você opta por investir em ações, por exemplo. Isso porque a criptomoeda é uma reserva de valor.

O que isso significa? Para entender, é preciso saber porque o Bitcoin é considerado uma moeda. Esse ativo é classificado dessa forma por ser:

  • usado como instrumento de troca;
  • quantificado em unidades monetárias;
  • uma reserva de valor.

Esse último item indica que a moeda está sujeita à perda de poder de compra devido à inflação. No entanto, apresenta alta liquidez e pode ser facilmente trocada por bens e serviços.

No caso do Bitcoin, algumas particularidades fazem com que ele seja uma reserva de valor. Elas são:

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  • escassez;
  • possibilidade de transacioná-lo como unidade de conta;
  • liquidez.

Dentro desse contexto, o investimento em Bitcoin acontece pela compra da criptomoeda, espera pela valorização e consequente venda na alta. Assim, o lucro é alcançado.

No caso dos investimentos em renda fixa, temos o pagamento de juros ao investidor. Enquanto isso, na renda variável, podemos investir em ações de empresas que geram dividendos e JCP. Já com o Bitcoin, dependemos apenas da valorização da moeda.

Por isso, investir em criptomoedas exige o acompanhamento da cotação para descobrir o melhor momento de comprar e vender o ativo. Além disso, é impossível prever o rendimento a ser alcançado, por causa da alta volatilidade.

Como investir em Bitcoin?

Se você entendeu que investir em Bitcoin é seguro e acha que vale a pena, precisa entender que existem diversas formas de fazer isso. Inclusive, as operações acontecem em mercados diferentes, a depender daquela que você escolher.

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Parece estranho? Você já vai entender. A questão é que as características explicadas acima são voltadas para quem deseja fazer um investimento direto na moeda digital.

Porém, ainda existem outras duas possibilidades. Entenda melhor como investir em Bitcoin.

ETFs de criptomoedas

Os Exchange Traded Funds (ETFs) são os fundos de índice. Ou seja, são fundos de investimento com rendimento atrelado a um indexador do mercado.

No caso dos ETFs de criptomoedas, a carteira desse fundo é alocada em ativos desse tipo, inclusive Bitcoins. Devido às suas características, ele é negociado na bolsa de valores. Portanto, o funcionamento é igual ao das ações.

A diferença é que a alocação do capital do ETF é decidida pelo índice que ele segue. Assim, você pode ter menos conhecimento sobre os mercados financeiro e de criptomoedas.

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Além disso, o ETF de criptomoedas é indexado por indicadores de Bitcoin ou de altcoins. Esses últimos são quaisquer moedas digitais diferentes da primeira como, a Ethereum. Nesse caso, índices com várias moedas já conferem diversificação e menor risco ao investimento, como é o caso do ETF HASH11.

Fundos de investimento em criptomoedas

Nesse caso, a alocação da carteira pelo gestor é feita em cotas do ativo. Esse é um fundo temático criado pelas gestoras e corretoras e voltado mais para investidores iniciantes. Porém, quem tem mais conhecimento também pode optar por essa alternativa.

Além dessa característica, esses fundos têm a vantagem de expor menos o investidor no mercado. Portanto, é mais seguro escolher essa modalidade.

Para entender melhor seu funcionamento, é preciso saber que as criptomoedas ainda não são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso significa que elas são ilegais? Não.

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O que acontece é que os fundos são negociados na bolsa de valores. Nesse ambiente, o investimento direto em criptomoedas é proibido. Por isso, existem os ETFs e esses outros fundos.

Nesse caso, a alocação é feita em cotas de fundos estrangeiros de criptomoedas ou derivativos delas. Porém, quem toma essa decisão é o gestor.

No Brasil, várias corretoras de valores já oferecem a possibilidade de investir dinheiro em fundos de criptomoedas, como:

Investimento direto em Bitcoin

Por fim, você pode fazer a alocação diretamente em Bitcoin. Essa alternativa traz duas possibilidades:

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  • fazer a compra do ativo a partir de um investidor que esteja vendendo os ativos de sua carteira;
  • investir por meio de uma corretora de criptomoedas.

O mais comum é optar pela segunda alternativa. Existem várias plataformas de exchange disponíveis no Brasil. Alguns exemplos, são:

  • Mercado Bitcoin;
  • Binance;
  • Foxbit;
  • BitcoinTrade;
  • BitBlue.

Todas funcionam de maneira similar e oferecem gráficos para acompanhar o desempenho do Bitcoin e de outras criptomoedas.

Quais os riscos de investir em Bitcoin?

Agora que você já sabe que é seguro investir em Bitcoin, deve ententer que há riscos também. A transação, em si, é garantida, por causa da tecnologia que protege os dados.

No entanto, as criptomoedas são investimentos arriscados. Afinal, suas características denotam que essa aplicação financeira é indicada para quem tem perfil de investidor arrojado.

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Além disso, o fato das operações ainda não serem reguladas no Brasil traz outra dificuldade. Portanto, é preciso conhecer os problemas que podem surgir nesse processo.

Mercado volátil

A volatilidade é o principal risco das criptomoedas. Ou seja, o preço de sua cotação varia muitas vezes ao longo do dia. Inclusive, pode mudar totalmente de direção em poucos segundos ou minutos.

Essas grandes variações repentinas dificultam o investimento e até o seu uso rotineiro como moeda digital. Até mesmo porque a projeção é que a volatilidade do Bitcoin seja mais do que o dobro dos ativos de alto risco, como o Ibovespa.

O que isso representa para você? Como investidor, é a possibilidade de registrar prejuízos expressivos. Portanto, a chance de ganhos é significativa, mas a de perdas também é.

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Atenção

Por causa da característica volátil do Bitcoin e das criptomoedas em geral, não é possível garantir ganhos com esse tipo de ativo. Portanto, atente-se a golpes financeiros que prometem lucros garantidos e periódicos, especialmente se o investimento envolve a indicação de outras pessoas.

Não há regulação

De modo geral, os governos dos países não regulam os criptoativos. Ao mesmo tempo, mais de 80 países discutem a criação de uma moeda digital própria.

Apesar dessa característica não interferir na negociação das moedas digitais e em sua segurança, traz incertezas aos investidores. Em muitos locais, as criptomoedas ainda são ilegais.

Em vários outros países, a situação é indefinida. Esse é o caso do Brasil. As ações judiciais relativas ao mercado Bitcoin têm resultados variáveis. Tudo depende do juiz que analisa.

Ainda é importante atentar à especulação financeira. Esses ativos estão bastante expostos à condição. Isso porque a falta de regulação e de lastro em outro ativo gera esse cenário.

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Portanto, toda a movimentação dos preços depende do posicionamento dos investidores. Ou seja, de oferta e demanda.

Por sua vez, também há a falta de um mecanismo de defesa. Ele existe no mercado tradicional e impede perdas gigantescas. Por exemplo, na bolsa de valores, o circuit breaker é implementado em caso de alta variação de preços. No mercado de criptoativos, isso não acontece. Assim, o valor da cotação pode se desvalorizar em poucas horas.

Ataques hackers

Por mais que o blockchain seja uma tecnologia segura, é passível de invasões. Até hoje, isso não aconteceu. Ainda assim, tem a chance de acontecer. Afinal, o ambiente digital sempre está suscetível a ataques.

Para aumentar a sua proteção como investidor, existe o cold storage ou carteira fria. Esse é um tipo de armazenamento de Bitcoins em um hardware desconectado da internet, como um HD, um pendrive ou um cartão de memória. Assim, ele é colocado em um local seguro para evitar problemas.

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Por outro lado, o uso dessa ferramenta está suscetível a outras questões. Por exemplo, a queima do equipamento. Assim, poderá haver a perda de todas as criptomoedas da sua carteira.

Afinal, vale a pena investir em Bitcoin?

Depois de entender que investir em Bitcoin é seguro, chega a hora de saber se o Bitcoin vale a pena. Essa resposta depende de cada investidor.

Para fazer a sua escolha, é preciso avaliar o seu perfil, identificar seus objetivos e saber aonde deseja chegar. Além disso, considere todos os dados que mostramos ao longo deste post.

De todo modo, lembre-se da diversificação de investimentos. Essa é a regra de ouro para potencializar seus ganhos e diminuir o potencial de perdas.

Dessa forma, você descobre se investir em Bitcoin é seguro e se vale a pena para a sua realidade. Então, que tal aplicar essas ideias?

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