Com a crise do novo coronavírus, o chamado COVID-19, não só a interação social entre os indivíduos será afetada, devido à necessidade de isolamento social para a prevenção da doença, mas também a esfera econômica da sociedade. Devido à quarentena que foi imposta não só em outros países, mas também em grande parte do Brasil, o comércio não-essencial foi interrompido, ocasionando a suspensão das aulas em escolas, fechamento de lojas, dentre outras consequências. Com isto, empresas interromperam suas atividades, lucrando menos, e, consequentemente, muitos trabalhadores foram dispensados de suas funções, para que os empregadores não tenham prejuízos com o pagamento da folha de salários mesmo com a inatividade dos funcionários.

Desta forma, como pode-se observar, não só as empresas serão afetadas financeiramente, mas também os trabalhadores. Esta falta de renda, por um período indeterminado, pode ocasionar a inadimplência das pessoas jurídicas e físicas em relação diversas despesas, como dívidas bancárias resultantes de empréstimos ou financiamentos. Felizmente, para amenizar tal situação que será ocasionada pela pandemia de COVID-19, o Conselho Monetário Nacional aprovou certas medidas para atenuar os efeitos desta na economia.

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Estas medidas aprovadas pelo CMN e divulgadas pelo Banco Central do Brasil facilitam a renegociação de operações de crédito de indivíduos e empresas que possuam boa capacidade financeira e mantêm seus pagamentos regulares. Desta forma, os bancos podem sim renegociar as dívidas devido ao coronavírus. Confira abaixo mais detalhadamente o que foi determinado pelo Conselho Monetário Nacional e como esta renegociação deve ser feita.

Renegociação de dívidas

Com o impacto ocasionado pelo COVID-19 na economia, o Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou duas medidas a fim de diminuir as consequências que este vírus vem ocasionando nesta esfera. Estas medidas permitem que os bancos realizem a renegociação de até R$ 3,4 trilhões em empréstimos, realizados por indivíduos e empresas, e ainda ampliem a sua capacidade de crédito do sistema financeiro em até R$ 637 bilhões. Ou seja, as dívidas poderão ser renegociadas e as instituições ainda poderão oferecer linhas de créditos para os seus clientes, para que estes possam lidar melhor com este momento de crise financeira.

Infelizmente, com a crise do novo coronavírus, esta renegociação de dívidas será necessária para muitas pessoas físicas e jurídicas. Diversos empregos foram perdidos, com a necessidade de quarentena e fechamento dos estabelecimentos que não oferecem serviços essenciais, e, também, os trabalhadores informais e autônomos foram prejudicados, com o requerimento de isolamento social.

Renegociação de dívidas
A renegociação de dívidas pode ser feita devido ao coronavírus, de acordo com o CMN.

Desta forma, com a falta de renda de uma grande parcela dos indivíduos, irá ocorrer o atraso no pagamento de contas, parcelas de empréstimos e financiamentos, etc. Por isto, o Conselho Monetário Nacional aderiu a tais medidas para a renegociação de dívidas. Porém, ela só pode ser feita por pessoas ou empresas que mantêm em dia as suas operações de crédito, realizando os pagamentos de forma regular e sem inadimplência prévia.

Devido à estas e outras condições, algumas instituições como o Banco do Brasil, Caixa, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander prorrogaram o pagamento de dívidas sem a cobrança multas.

Como pedir a renegociação?

Para solicitar a renegociação das suas dívidas devido ao coronavírus, entre em contato com o seu banco. Isto deve ser feito, neste momento, por meio de canais digitais ou mesmo pelo telefone, utilizando a Central de Atendimento ao Cliente. De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os clientes bancários devem se apresentar nas agências, durante esta crise de COVID-19, apenas se for estritamente necessário.

Ao entrar em contato com o seu banco, explique a situação e proponha uma negociação que será benéfica para si. É imprescindível que o indivíduo tenha a ciência de que esta crise em relação ao coronavírus pode durar mais meses, e, por isto, a renegociação da dívida deve levar em consideração todo este período no qual a economia será afetada.

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