Nesta quarta feira (29), o Banco Central (BC) divulgou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou recentemente o lançamento da cédula de R$ 200 para colocar em circulação nacional a partir de agosto e contará com o lobo-guará como representação.

De acordo com a própria instituição, a previsão para o primeiro lote do novo valor monetário é o de 450 milhões de cédula apenas em 2020. 

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Inclusive, essa é a primeira vez em 18 anos que o real ganha uma cédula de novo valor. A última vez, foi o lançamento da quantia de R$ 2. 

Carolina de Assis Barros, diretora de Administração do BC, afirmou que a nova cédula ainda está em fase final de testes e impressão. E assim como a recomendação internacional indica, elas não poderão ser comercializadas até que estejam totalmente finalizadas. 

Por isso, não foi possível divulgar uma imagem prévia sobre a nova cédula de R$ 200 durante o anúncio oficial. 

Atentos à demanda

Outro ponto abordado pela diretora do BC, é que a instituição está sempre atenta às tendências do mercado e necessidades dos consumidores de modo geral.

“Se a demanda existe, precisamos estudar com calma e entender se aquilo se torna realmente viável. Ainda não sabemos por quanto tempo essa demanda adicional por dinheiro vai durar, mas estamos nos antecipando quanto a isso”, disse. 

Impressão das cédulas

Apenas no mês de julho, foi possível calcular um gasto extra de R$ 437 milhões para impressão de cédulas nos valores já conhecidos pelos brasileiros, como:

  • R$ 2;
  • R$ 5;
  • R$ 10;
  • R$ 20;
  • R$ 20;
  • R$ 100.

Para o aumento da demanda, dois pontos podem ser atribuídos ao lançamento das moedas. O primeiro, a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A outra, é de acordo com a necessidade de novas cédulas para suprir a demanda do auxílio emergencial.

Cédula de R$ 200 é lançada para conter crise

Por conta da pandemia do COVID-19 e retração da economia, especialistas acreditam a nova cédula de R$ 200 está sendo lançada justamente para fazer com que o dinheiro volte a girar no mercado. 

Neste contexto, o Banco Central avaliou que as empresas físicas fizeram saques robustos para a formação de reservas de emergências e com isso, o dinheiro passou a não circular de maneira habitual.

Ainda de acordo com Carolina, o atual momento é o de estudo sobre as melhores estratégias e normas para ajudar a economia a se manter aquecida em momentos de retração, mesmo que o comércio esteja no meio da retomada econômica. 

“Estamos vivendo um período grande de entesouramento, efeito consequente da pandemia e infelizmente, em modo cascata. E o Banco Central, neste sentido, não consegue precisar por quanto tempo esses efeitos devem perdurar no mercado de modo geral”, afirmou diretora. 

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