De acordo com informações divulgadas pelo UOL Economia, o Governo Federal estaria estudando possibilidades de estender o pagamento do auxílio emergencial até o final do ano de 2020. O objetivo é o de que o benefício seja prorrogado até dezembro para auxiliar os brasileiros que estão vivendo com a quantia no momento. Entretanto, os valores precisariam ser reajustados para conseguir atender a toda demanda atual. 

Como alternativa, a equipe econômica está prevendo diminuir a quantia atual de R$ 600 para R$ 200 após o pagamento da última parcela do lote recém liberado no início de julho. Entretanto, como o projeto ainda não foi formalizado, as condições de pagamento e o valor efetivo devem ser discutidos nas próximas semanas. 

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Até o momento, o Governo Federal já destinou cerca de R$ 254,4 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial num total de cinco parcelas, entre os meses de abril a agosto. 

Neste momento, a grande questão para que o tema seja discutido no Congresso Nacional é a possível substituição do auxílio emergencial pelo programa Renda Brasil, que vem sendo defendido pelo Governo inclusive, para substituir benefícios como o Bolsa Família. 

Apoio para o auxílio emergencial

Além disso, a continuidade do programa que vem ajudando milhões de brasileiros a se manterem diante da crise econômica provocada pelo novo coronavírus ajudaria a garantir o apoio do Presidente da República, Jair Bolsonaro, principalmente nos estados Norte e Nordeste, mais dependentes desta renda no momento atual. 

Segundo pesquisas divulgadas pelo Estadão, a popularidade do Presidente acabou aumentando nestas regiões após a liberação do novo lote do auxílio emergencial, mesmo que já tenha se posicionado contra o programa por inúmeras vezes.

Cuidado com os cofres públicos

Porém, outro fator que preocupa na possível renovação do auxílio emergencial está no aumento do “rombo” dos cofres públicos no ano, já que a previsão é a de que até dezembro, o marcador aponte cerca de R$ 1 trilhão negativo.

Desta maneira, a negociação com o Congresso de um valor menor para a continuidade do programa seria “obrigatória”, segundo especialistas. Por isso, a estimativa das próximas parcelas, se acontecerem de fato, serem disponibilizadas na faixa entre R$ 200 e R$ 300. 

Inclusive, um dos maiores argumentos da equipe econômica do Presidente é que, em alguns lugares do País, a economia já mostra sinais de melhora e retomada.

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