O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde da última quarta-feira, 19, que há possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial até dezembro. Em solenidade, ele disse considerar pouco para benefício o valor de R$ 200, defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Para presidente, continuar com auxílio no patamar atual, de R$ 600, é “inviável”, já que agrava ainda mais a situação de endividamento do país. 

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O auxílio emergencial é a medida mais cara dentre as tomadas pelo governo para mitigar efeitos econômicos da pandemia. Custo até o momento, sem prorrogação, já é de R$ 254 bilhões.

Auxílio emergencial até dezembro é possibilidade

Conforme Bolsonaro, benefício pode ser prorrogado até o final do ano, porém com valor menor. “Alguém falou da Economia em R$ 200. Eu acho que é pouco. Mas dá para chegar em um meio-termo e nós buscarmos que ele venha a ser prorrogado por mais alguns meses. Talvez, até o final do ano”, disse em solenidade em que também estava Paulo Guedes.

Em seu discurso, presidente disse que tratou da ampliação do benefício social em café da manhã na última quarta com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo ele, conversas sobre o tema estão em fase final e que a manutenção do auxílio no patamar atual “pesa muito” para os cofres públicos.

Prorrogação do auxílio emergencial é tema de debate

Inicialmente o Governo aprovou três parcela do auxílio emergencial, que seriam pagas até junho. Depois, equipe econômica prorrogou benefício por mais duas parcelas. Quinta e última parcela começa a ser paga ainda em agosto.

Agora que auxílio chega à última parcela, governo discute nova prorrogação. Muitos brasileiros ainda estão sem forma de renda fixa em razão da pandemia do novo coronavírus.

Apesar de medida ter impulsionado a popularidade do presidente, prorrogação pesa aos cofres públicos. 

A equipe econômica defende que não é possível estender o benefício para além de 2020 sem romper o teto de gastos. A quebra do teto de gastos, além de aumentar o endividamento brasileiro, pode levar Bolsonaro ao impeachment. 

O Ministério da Economia estima que o déficit primário do governo em 2020 está em cerca de R$ 800 bilhões. Antes da pandemia, a meta fiscal era de um rombo muito menor nas contas públicas, de R$ 124,1 bilhões.

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