O aumento no preço do arroz chegou aos 25%, atingindo o patamar de R$ 40 reais por um pacote de 5 kg, como no site da Americanas e em mercantis em diferentes cidades no Brasil. A título de comparação, normalmente ele é vendido por aproximadamente R$ 15.

Conforme o departamento de Economia Aplicada da USP, houve um aumento de 100% nos últimos 12 meses. Especialistas acreditam que o preço deve seguir em alta nos próximos meses, atingindo níveis que deverão pesar ainda mais no bolso do consumidor.

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Além do arroz, itens como feijão, leite e óleo de soja também registraram aumento no último ano.

Aumento no preço do arroz é justificado por exportações

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) justifica disparada pelo aumento das exportações do arroz e feijão e suas matérias primas.

Além disso, a diminuição das importações dos itens, unidas com a valorização do dólar, foram fundamentais para consolidar a disparada no preço.

A quebra de safra e o crescimento da demanda interna pela Covid-19, são outros pontos de destaque.

Com a pandemia, aumentou o consumo de produtos básicos, justificados tanto pelo auxílio emergencial, quanto pela permanência maior das pessoas dentro de casa.

A valorização do câmbio norte-americano é um dos fatores que mais pesa. Isso ocorre porque quando falamos de commodities, a moeda referencial é o dólar.

Nesse sentido, produtos como derivados de soja, leite e feijão também sofreram aumento.

Quando pensamos na disparada do dólar, principalmente nos últimos meses, o mercado interno “precisa” repassar o aumento para o consumidor. Seria a forma de compensar uma “perda relativa”.

Economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) explicou sobre o dólar, relação com os commodities e impactos no bolso do consumidor em conversa com o Correio Braziliense.

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