De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IC-Br), houve um aumento de 4,8% em junho, nas atividades econômicas do país. Este é um comparativo com o mês de maio, onde o percentual ainda não estava satisfatório.

Conforme divulgado nesta sexta-feira, 14, este valor representa a maior alta já registrada pelo índice, desde o início de 2002. Avaliando todo o seu histórico, o indicador tem registrado recorde de valores em até 3,30%, conforme apresentado em junho de 2018.

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Recuperação da atividade econômica é reflexo do ‘esquenta’ no mercado industrial

A crise devido à pandemia do COVID-19 fez com que as atividades econômicas tivessem uma queda expressiva de 9,73% no mês de abril. Entretanto, no mês de maio já foi possível visualizar um resultado positivo, porém lento. Entre abril e maio o índice IBC-BR conseguiu marcar 1,3%.

Mesmo com potencial crescimento em junho, o IBC-Br registrou uma queda de 10,94% no segundo trimestre de 2020. Este comparativo é feito sobre os valores do primeiro trimestre deste ano, e também na comparação dessazonalizada.

Em junho de 2019, este índice sofreu uma queda de 7,05%, na série sem ajuste. No primeiro semestre de 2020 foi registrada uma negativa de 6,28%.

Analisando o acumulado dos últimos doze meses, até junho, o IBC-Br teve uma queda de apenas 2,55%.

Acredita-se que o desempenho do Índice de Atividade Econômica em junho é o reflexo da esquenta no mercado industrial, varejo restrito e prestação de serviços. De acordo com os dados coletados pelo Banco Central, houve um aumento de:

  • 8,9% na produção industrial;
  • 8% nas vendas do varejo restrito;
  • 5% na prestação de serviços.

Índice do Banco Central vs IBGE

É importante destacar que o IBC-Br realiza os seus cálculos e análises de forma distinta e diferente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Basicamente, o indicador mensal do Banco Central (BC) faz o acompanhamento de perto sobre a performance da atividade econômica, enquanto o IBGE apresenta dados mais abrangente da economia.

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