Ata do Copom traz projeção de inflação abaixo da meta em 2020

Divulgada nesta terça, a ata do Copom afirma que inflação ao consumidor deve se elevar no curto prazo. Segundo documento, preços devem aumentar em projeção contida.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

O Banco Central divulgou na manhã desta terça-feira, 22, a ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento reitera projeções divulgadas na semana passada, quando foi decidido manter a Selic em 2%. Traz, ainda, a percepção de que a inflação deve fechar abaixo da meta em 2020.

Segundo ata, “diversas medidas de inflação subjacente permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

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O documento traz diferentes cenários, mostrando como a inflação deve se comportar ao longo dos anos.

Ata do Copom

A ata divulgado pelo Banco Central aponta que a inflação ao consumidor deve se elevar no curto prazo. Um dos principais fatores a motivar a alta é o aumento no preço dos alimentos. Além disso, a normalização dos índices de mobilidade e do nível de atividade deve impactar.

O Copom considera que os preços devem aumentar em projeção contida, “destacando-se o recuo nas tarifas de plano de saúde em setembro e a queda projetada para o preço da gasolina a partir de outubro”.

Diferentes cenários

A ata traz diferentes cenários para o comportamento da inflação até 2022.

Considerando a trajetória de juros da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante com o dólar a R$ 5,30, a inflação deve ficar em torno de 2,1% para 2020, 2,9% para 2021 e 3,3% para 2022.

Esse cenário supõe a Selic em 2% em 2020, 2,5% em 2021 e 4,5% em 2022. Então, as projeções para a inflação de preços administrados são de zero para 2020, 4,3% para 2021 e 3,7% para 2022.

Caso taxa de juros fique constante em 2% e o dólar em R$ 5,30, a projeção é que a inflação fique em de 2,1% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,8% para 2022.

Nesse caso, as estimativas para a inflação de preços são de zero para 2020, 4,3% para 2021 e 3,9% para 2022.

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