Ações de grandes bancos não sobem na B3; entenda os motivos

Ações de grandes bancos não têm o desempenho esperado na Bolsa de Valores e especialistas indicam possíveis motivos. Entenda.

Amanda Gusmao
Amanda Gusmão

As ações dos grandes bancos não estão subindo na Bolsa de Valores, apesar da concentração bancária de 81% no Brasil. Esse número, inclusive, está em queda, segundo dados do Banco Central divulgados pela Agência Brasil.

Isso pode indicar efeitos colaterais de seu baixo desempenho nas bolsas. Entenda.

Desempenho das ações de grandes bancos na B3

As ações do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander sempre foram recomendadas por analistas do mercado mas, agora, não são unanimidade.

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No conceito da análise fundamentalista para investimentos, indicadores como Preço/Lucro e Preço/Valor Patrimonial são essenciais para a escolha de ações.

E, no caso dos das ações de grandes bancos em atuação no Brasil, todas ainda demonstram bons números neles.

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Então, o que explica o fato de não estarem subindo na Bolsa de Valores?

Motivos para o baixo desempenho das ações de grandes bancos

Em matéria para o Neofeed, os especialistas Carlos Macedo e Roberto Attuch Jr. fazem alguns apontamentos que podem explicar a situação.

Reflexo da economia nas ações de grandes bancos

Um dos motivos é que os bancos que dominam mais de 80% do mercado vão sentir, mais intensamente, os reflexos da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19.

Eles também estão mais expostos ao risco soberano, que é aquele onde o governo não cumpre o pagamento da dívida por conta de suas políticas públicas.

Fortalecimento das fintechs no mercado

Para Macedo e Attuch Jr., a entrada das fintechs e o lançamento do PIX são fatores com menor implicação no desempenho das ações de grandes bancos na Bolsa de Valores.

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Porém, como tais empresas e inovações oferecem soluções mais econômicas para os clientes do sistema bancário, a percepção da rentabilidade dos grandes bancos a longo prazo é menor.

Indicadores não condizentes

Adicionalmente, em agosto de 2020, o Banco Central indicou que os níveis de inadimplência atingiram um dos menores níveis históricos.

Porém, esse dado retrata uma mudança temporária influenciada pelas renegociação e refinanciamentos de crédito, inclusive com incentivo ao consignado do INSS com carência de até 90 dias.

Ou seja, os contratos voltaram a ficar em dia, mas os bancos não necessariamente receberam todo o valor que estava em atraso.

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Perspectivas do cenário econômicos não favoráveis

Além dos indicadores da inadimplência mascararem parte do cenário econômico atual, as perspectivas para o futuro também não ajudam.

O auxílio emergencial do governo, por exemplo, muito provavelmente não será mantido em 2021 nos moldes atuais.

Assim, com menos recursos, alguns clientes voltarão ao status de inadimplentes.

Projeção da margem financeira

Passivos bancários se reprecificam antes dos ativos. Dessa forma, eles ainda serão impactados pela queda recente da taxa de juros.

Além disso, do ponto de vista estratégico, os bancos conseguem aplicar um spread (lucro) maior quando a taxa Selic está mais alta, o que, ao que tudo indica, não será o cenário nos próximos meses.

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A matéria segue apontando outros motivos como influências da redução da taxa Selic nas taxas de administração de fundos de investimentos, assim como o volume de resgate, que também pode ter contribuído para a diminuição de receita.

Mas, é possível constatar que todos esses elementos influenciam no desempenho das ações de grandes bancos na B3. Afinal de contas, seu potencial de gerar lucro e valorizar-se no mercado ficam comprometidos.

Mas, o cenário incerto não está desanimando os investidores. Leia mais para saber quais estratégias os players estão usando no mercado de ações.

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